• Cocar Kayapó de Canudo
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Cocar Kayapó de Canudo

  • Cocar
  • Ref: KP-COC-000017
Em até 2x de R$ 41,00

R$ 82,00

Máterias-Primas: canudos de plástico e algodão (fio)

Dimensões em cm (altura x comprimento):

 

Precificação Transparente: saiba mais aqui

  

Nos anos 90, um grande incêndio devastou a Aldeia Mojkarakô, Terra Indígena Kayapó, localizada no sul do estado do Pará, e modificou a forma de se pensar os artefatos cerimoniais do povo Kayapó. Diante de um curto período para a preparação dos pertences cerimoniais que seriam utilizados alguns dias mais tarde em um ritual, e a dificuldade em buscar a matéria-prima para a confecção dos meakàs (cocares de pena), os canudinhos de plástico se tornaram uma alternativa na criação dos artefatos. A inventividade dos Kayapó garantiu a continuidade da festa e transformou o que foi uma tragédia na época numa demonstração clara de resistência e autonomia indígena. 

 

De acordo com a mitologia Kayapó, o meakà foi um troféu de guerra conquistado depois que dois guerreiros mataram Àkti, o grande gavião que gostava de se alimentar de crianças e velhos indefesos. Por esse motivo, a honra de utilizar um meakà está direcionada apenas àqueles que possuem permissão, cedida durante as cerimônias de nominação. Com o cocar de canudos, ou pidjôkango oicõ djã nho meàkà, na língua indígena, não é diferente. Até que o produto chegasse a ser comercializado, muitas conversas ocorreram e precauções foram tomadas.

 

Os pidjôkango oicõ djã nho meàkà vendidos pela TUCUM são resultado de uma produção consciente que une o interesse por artigos indígenas, a história da etnia Kayapó e a valorização comercial das práticas artísticas deste povo. Os cocares de canudo trazem, assim, a força e a resistência dos povos da floresta e podem ser considerados também um troféu, que deve lembrar a guerra cotidiana por sobrevivência e superação.